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| Foto: Imants Silkans |
superfavorita é a cor dos olhos
dos que levantam o pescoço para lá
da linha reta das grandes estátuas
equestres?
dos que roubam a velha respiração
do soalho, a noite compacta, o livro
caído no regaço com a cangalha
dos óculos?
dos que enchem muitas vezes o vazio
o ditirambo de cada íris, o coldre do monólogo?
dos que são a cor azul, blasfema de
bela?
sim, meu amor. duas, três vezes sim

5 comentários:
Olá, João!
Sob protesto, porque os meus olhos são negros (negríssimos), tenho de te dizer que (mais uma vez) adorei o teu poema (ai que ainda me custa tanto o tu)!!! Era tão bom que o título do poema fosse BLACK, NEGRE, NEGRO... ;)
Um bjinho gd!
Sofi@
Oi, Sofia!
Pois, que leitora tão refilona! :) Os olhos azuis (e os verdes) sempre me fascinaram... Enfim, coisas de poetas!
Uma beijoca grande!
O azul, sempre o azul...
Sublime!
Obrigado, Clara! É sem dúvida uma cor generosa e sublime.
Sublime é a forma como tu o "iluminas"!
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