Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

blue, blau, azul

Foto: Imants Silkans
















superfavorita é a cor dos olhos

dos que levantam o pescoço para lá
da linha reta das grandes estátuas
equestres?

dos que roubam a velha respiração
do soalho, a noite compacta, o livro
caído no regaço com a cangalha
dos óculos?


dos que enchem muitas vezes o vazio
o ditirambo de cada íris, o coldre
do monólogo?

dos que são a cor azul, blasfema de
bela?

sim, meu amor. duas, três vezes sim

5 comentários:

Sofia disse...

Olá, João!

Sob protesto, porque os meus olhos são negros (negríssimos), tenho de te dizer que (mais uma vez) adorei o teu poema (ai que ainda me custa tanto o tu)!!! Era tão bom que o título do poema fosse BLACK, NEGRE, NEGRO... ;)

Um bjinho gd!

Sofi@

joão ricardo lopes disse...

Oi, Sofia!

Pois, que leitora tão refilona! :) Os olhos azuis (e os verdes) sempre me fascinaram... Enfim, coisas de poetas!

Uma beijoca grande!

Clara Amorim disse...

O azul, sempre o azul...
Sublime!

joão ricardo lopes disse...

Obrigado, Clara! É sem dúvida uma cor generosa e sublime.

Clara Amorim disse...

Sublime é a forma como tu o "iluminas"!