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| jrl (2012) |
canto do frio
é no frio que a terra
se purifica
na decantação dos rios
os olhos convalidam
a cesura do branco e do
negro no armistício
da mão:
grãos de arenito e de
gelo consolidando-se
mutuamente
o corpo treme a
estas horas. difícil
é arte da purificação
***
chant du froid
c’est dans le froid qui la terre
si purifie
dans la décantation des fleuves
les yeux valident
la césure du blanche et du
noir dans l’armistice
de la main:
grains de grès et de
glace se consolidant
mutuellement
le corps tremble à
ces heures. difficile
c’est l’art de la purification
(Traduit en Français par Elsa Campos)

4 comentários:
Com este "canto" até o frio nos aquece a alma...
João,
A escrita do poeta pode ser, também ela, purificadora...!
É o que acontece, neste cantinho... Hoje e sempre!
Um abraço.
Clara
"os olhos convalidam
a cesura do branco e do
negro no armistício
da mão"
"difícil
é arte da purificação"
Bem... isto é muito génio à solta meu poeta favorito!
Um beijinho er parabéns por mais este belo poema!! :*
Sofi@
E que bela tradução para cristalizar melhor essa poética das coisas vivas!
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