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| Francisco de Goya, La nevada o El invierno, 1786 |
paisagem de inverno
bela, desprende-se a caruma
dos pinheiros com as pinhas
também os teus olhos afiados
perfuram a crusta do inverno
com amor tacteio cada agulha
a mim apontada: minhas moléculas
irmãs do bem e do mal dançam
agora numa labareda
um fósforo apenas a todos
reconciliou
***
paysage d’hiver
belle, se détache les aiguilles
des pins avec les pommes de pin
aussi tes yeux affilés
perforant la croûte d’hiver
avec amour je tâte chaque aiguille
à moi pointé: mes molécules
sœurs du bien et du mal dansant
maintenant dans une flamme
une allumette seulement à tous
il a réconcilié
(Traduit en Français par Elsa Campos)

4 notas de rodapé:
Passeei por aqui hoje e, apesar do frio, levo a alma reconfortada pela quentura de tão iluminado dizer.
Beijo meu
Olívia
Muito obrigado, poeta! Gostei das tuas palavras!
Beijinho!
Parabéns, João, por mais este belo poema!
com arrebatamento saboreio cada palavra...
Abraço!
Obrigado, Clara!
Um beijinho! :)
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